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As minhas músicas

Pilantras - o Ticas Esta era a figura que o Pilantras fazia quando vivíamos na Amadora. Entre eu e ele estava uma porta. Eu ouvia música, se...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Os Parodiantes

  Ventor 25.01.2006

A minha Rádio não poderia deixar de fazer uma referência a esta gente que teve por fim divertir os portugueses e eu fui um dos que muito se divertiu com eles.

Sempre que podia, na hora, lá estava eu, frente à Rádio, a ouvir os Parodiantes de Lisboa.

Foram tempos, inesquecíveis, esses para pessoas que, como eu, gostavam da Rádio e eu não os esqueço. Por isso, não posso deixar de prestar aqui, na Rádio Ventor, a minha homenagem aos Parodiantes de Lisboa, especialmente na pessoa deste último homem que se despediu de nós hoje o Rui Andrade. Ele leva consigo tudo o que aquele grupo fabuloso nos deu durante tantos anos, mas nós, os que gostamos deles, ficaremos aqui sentados, de copo na mão, a magicar no passado glorioso dessa gente divertida agarrada a um microfone.



Eles passaram a vida vergados a uma coisa, semelhante a esta - chamada micro - com a vontade de nos agradar.

E agradaram! Parece-me que já não há ninguém que, na Rádio, volte a conseguir animar tanta gente como os Parodiantes de Lisboa (os tempos são outros) e eu bem os recordo, nas suas investigações dos fabulosos Patilhas e Ventoinha, e nos divertimentos proporcionados pelo Compadre Alentejano, pelo Menino Arnestinho  e muitos outros. Até sempre Rui Andrade.

Como diz a Maria da Fé, no seu fado... Valeu a pena!

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

A minha Rosinha

   Ventor 11,11,2005

Ó Minha Rosinha

Hoje quero aqui prestar a minha homenagem aos homens de hoje e de sempre que se dedicaram a levar o prazer das músicas às aldeias do Norte de Portugal, especialmente, no Minho.

Aos homens de Santa Marta de Portuzelo que nos meus tempos de criança muito me alegraram com os seus altifalantes em forma de sino que penduravam na capela de Adrão e sobre esquinas de telhados de onde saiam sons maravilhosos.

Uma vez, no dia a seguir à festa, ficaram de os ir buscar a um local que se chama Barreira, lá no alto da Aldeia e nunca mais chegavam. Telefonaram para a Tasca do meu amigo Carrasco a dizer o porquê do atraso e que estavam demorados. Só chegariam bem depois do almoço.

Nesse dia, um dia depois da festa, as pessoas já estavam a trabalhar nos campos, a regar os milhos, a sachar, etç., mas os homens de Santa Marta, não desanimaram! Colocaram no monte os altifalantes, ligaram o motor que fornecia a energia e ei-los a trabalhar também. Ouviu-se o gerador a trabalhar e logo de seguida, cerca das 11 horas da manhã: "Atenção! Atenção! Vamos continuar a nossa festa para as gentes de Adrão"!

Oh, minha rosinha ...

De repente, sobre a Aldeia e o vale da nossa veiga, ouviu-se o som de belas músicas, e começaram com esta:

Oh, mimha Rosinha,

Eu heide-te amar,

De dia ao Sol,

De noite ao Luar!

 

Eu heide ir heide ir,

Eu heide ir se for,

Jurar a verdade,

Por ti meu amor!

 

Lai, lai, lai, la rai ...

Lai, lai, lai la rai ...

Lai ...

E assim por diante.

Foi para mim, a maior festa de sempre, por ser surpresa. Uma bela surpresa dada por aqueles homens cheios de muita alegria e vontade e de alegrarem também as gentes que tinham recomeçado o seu trabalho.

Esses eram homens de há cerca de meio século atrás. Homens verdadeiros que não se importaram de dispender do seu trabalho, de desgaste de material, de gasolina ... para animar quem depois de grande folia se dedicava ao trabalho.

Obrigado amigos. Nunca vos esqueci e olhem que era muito pequenino! Obrigado gentes de Santa Marta de Portuzelo.

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Nijinsky

  Ventor 17.08.2005

Hoje a minha Rádio vai falar-vos de uma das minhas histórias da música. Assim tipo palestra sobre alguém cuja história me marcou. Eu ainda vi a preto e branco algumas danças de Nijinsky aquele a quem ouvi chamar de dançarino voador. Por isso me lembrei de vos falar dele.

Nijinsky - o Deus da Dança

Este homem fundou Moscovo

Em 1967, tinha uma colega de trabalho, numa Direcção da Força Aérea, que andava a tirar um curso para poder concorrer, à então chamada Emissora Nacional. Desse curso, constava a História da Música! Hoje nem do nome dela me recordo e trabalhámos mais de 8 meses juntos! Eu sabia quais eram as lições dela e a seguir, ia ao Centro Cultural Americano e levantava livros a condizer com as suas lições, cheios de fotos a valer e como todos sabem, uma imagem vale por mil palavras.

 

Nijinsky, ajudou a fundir a alma russa

Ela ficava doida a estudar tanto. Sonhava vir um dia a integrar os quadros da EN, e, quando se agarrava àquele trabalho extraordinário, eu já sabia tudo o que ela ia estudar! Perguntava-me onde eu tinha as fontes da minha aprendizagem e tive de lhe dizer onde era a minha fonte! Hoje sei, sem sombra de dúvidas, que ali, no CCA foi onde tive a minha principal grande Faculdade e digo-o sem vergonha! Nós não tínhamos nada ou então tínhamos muito pouco e o pouco que havia era quase sem interesse!

Por isso, hoje, muitos anos depois, ainda penso que a grande parte da minha pouca ou muita cultura, conforme os azimutes de cada um, é devida às gentes do Grande Império!

Hoje, recordando esses tempos, deixo-vos aqui a história, para mim, do maior bailarino que sempre existiu! Apesar de sempre o ter visto a preto e branco! Vaslav Nijinsky (O Novo Deus da Dança), nasceu em Kiev, na Ucrânia, em 1890. Já os seus pais tinham sido dançarinos célebres, tendo o seu pai sido famoso pela sua virtuosidade e dar saltos enormes. Os Nijinskys tinham a sua própria companhia de dança e trabalhavam através do império russo.



A dança de Nijinsky foi um monumento à grandeza da Rússia

 ... O pequeno Nijinsky passou quase toda a sua infância no Cáucaso, onde ia dançando com o seu irmão Stanislav e sua tia Bronislawa, e o pai sabendo da sua propensão para a dança, deu-lhe as primeiras lições.

Aos nove anos, Nijinsky entrou para a Escola Imperial de Dança, em São Petersburgo, onde os seus primeiros professores descobriram o seu talento para a dança. Aos 16 anos quiseram dar-lhe a graduação que lhe permitiria entrar no Teatro Mariinsky, mas ele declinou preferindo concluir o período normal de estudos. Nesta altura ele já tinha sido apodado como a oitava maravilha do Mundo e o Vestris do Norte!

Durante os seus anos de estudo ele apareceu no Teatro Mariinsky, primeiro como membro do corpo de ballet e mais tarde como pequena parte interessante. Em Julho de 1907, juntou-se ao Teatro Marinsky como solista. A sua primeira presença foi no ballet, La Source, com a bailarina russa Júlia Sedova como parceira e o público irrompeu imediatamente num entusiasmo selvagem.

Como nobre dançarino ele dançou todas as partes nobres do Teatro Mariinsky e também no Teatro Bolshoi, em Moscovo, onde ele foi um convidado especial. O seu sucesso foi fenomenal!

Em 1909 Sergei Diaghilev, o primeiro assistente do administrador do Teatro Imperial, foi convidado pelo grão-duque Vladimir a organizar uma Companhia de Ballet com os membros dos teatros Mariinsky e Bolshoi; podemos chamar-lhe uma fusão. Diaghilev decidiu levar a companhia a Paris na primavera e convidou Nijinsky a juntar-se-lhe, como dançarino principal. A sua primeira actuação foi em 17 Maio, de 1909 no Teatro du Chatelet.

Nijinsky alcançou Paris como uma tempestade. Diz-se que a expressão e a beleza do seu corpo, a sua leveza como uma pena e firme como o aço, a sua grande elevação e o incrível dom de se elevar e parecer permanecer no ar, bem como a sua extraordinária virtuosidade e acção dramática, fez dele um génio do Ballet!

Em 1912, Nijinsky começou a sua carreira como coreógrafo e criou para os Ballets Russos de Diaghilev, os ballets, L'Aprés-midi d'un Faune, A Sacração da Primavera”e Till Eulenspiegel, este já produzido nos Estados Unidos sem a supervisão pessoal de Diaghilev.

O seu trabalho foi considerado audaz e original. Em 1919, com 29 anos, Nijinsky retirou do palco em consequência de um colapso nervoso, que foi diagnosticado como esquisofrenia. Viveu desde 1919 a 1950, na Suissa, França e Inglaterra, tendo morrido em Londres, em 1950 e foi enterrado perto de Auguste Vestris, no cemitério de Montmartre, em Paris.

Ele tinha o coração, em França

São estas as voltas da vida de Nijinsky. Nascido na mãe russia onde se tornou o mais brilhante graduado da Escola do Teatro Imperial e onde foi famoso pelos seus saltos e caracterizações, acabou por viver, morrer e ser enterrado na Europa da Liberdade.

 

A sorte não quis nada com Nijinsky, mas apesar de ter morrido em Londres, quis que fosse a França (sua pátria da liberdade) a recebê-lo no seu seio.

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sábado, 21 de maio de 2005

Bridge Over Troubled Water

  Ventor 21.05.2005

Simon and Garfunkel

Bridge Over Troubled Water
P. Simon, 1969

When you're weary, feeling small,
When tears are in your eyes,
I will dry them all
I'm on your side
When times get rough
And friends just can't be found
Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Like a bridge over troubled water
I will lay me down
When you're down and out
When you're on the street
When evening falls so hard
I will comfort you
I'll take your part
When darkness comes
And pain is all around
Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Sail on silver girl
Sail on by
Your time has come to shine
All your dreams are on their way
See how they shine
When you need a friend
I'm sailing right behind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind
 

 

Cada vez mais gosto do som desta canção. Cada vez mais gosto desses jovens do meu tempo! Cada vez mais procuro caminhar sobre pontes e cada vez mais me demoro a apreciar a água a passar por baixo.

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quinta-feira, 3 de março de 2005

Sugar Sugar

  Ventor 03.03.2005

Canções da nossa velhice

Com açúcar, as coisas vão melhor e com este açúcar (honey, honey), melhor ainda!

Eu sou do tempo em que abanar o capacete, nas boites e discotecas era uma maneira especial de estar na vida. Não era o meu género, mas às vezes tinha de fazer companhia para não ser desmancha prazeres. Na verdade, gostava, quando isso acontecia, de abanar o capacete ao som dos Archies. Alguém se lembra deles?

Para mim, era uma melodia de sonhos. Quando eu entrava na boite Colibri, na Costa da Caparica já sabiam que vinha aí um dos grandes admiradores desta rapaziada. Mas, na verdade, ainda hoje os admiro com a mesma intensidade de sempre e eles continuam a fazer parte da minha caminhada. Então imaginem os Archies, a sair das minhas colunas com a mesma vontade de sempre para animar o velho Ventor.

colunas.jpg

 

Sugar Sugar - The Archies

Sugar, ah, honey, honey

You are my candy girl

And you've got me wanting you

Honey, ah, sugar, sugar

You are my candy girl

And you've got me wanting you

I just can't believe the loveliness of loving you

(I just can't believe it's true)

I just can't believe the one to love this feeling to

(I just can't believe it's true)

Ah, sugar, ah, honey, honey

You are my candy girl

And you've got me wanting you

Honey, ah, sugar, sugar

You are my candy girl

And you've got me wanting you

When I kissed you, girl,

I knew how sweet a kiss could be

(I know how sweet a kiss can be)

Like the summer sunshine pour your sweetness over me

(Pour your sweetness over me)

Sugar, pour a little sugar on it, honey

Pour a little sugar on it, baby I'm gonna make your life so sweet, yeah yeah yeah!

Pour a little sugar on it oh, yeah!

Pour a little sugar on it, honey

Pour a little sugar on it, baby I'm gonna make your life so sweet, yeah yeah yeah!

Pour a little sugar on it, honey!

Sugar, ah, honey, honey

You are my candy girl

And you've got me wanting you

Honey, ah, sugar sugar

You are my candy girl

And you've got me wanting you

Sugar, ah, honey, honey

You are my candy girl

And you've got me wanting you

Honey, ah, sugar sugar

You are my candy girl

And you've got me wanting you

Digam lá que não são uma maravilha e se não vale a pena caminhar a seu lado!

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás