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As minhas músicas

Pilantras - o Ticas Esta era a figura que o Pilantras fazia quando vivíamos na Amadora. Entre eu e ele estava uma porta. Eu ouvia música, se...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

The Sun Ain't Gonna Shine Anymore

   Ventor 24.09.2008

The Sun Ain't Gonna Shine Anymore

The Walker Brothers

Quado ouço esta música, fico com a sensação que o título desta canção se tornará uma realidade, mais próximo do que o imaginado.

Mas, também, relativamente ao mesmo título e sem saber o que terá levado o autor da canção e os Walker Brothers a utilizá-lo, fazendo e cantando esta música, acho que há outro relacionamento com uma certa lógica.

Como eles partiram dos Estados Unidos para a Inglaterra, à procura de outros ares para se imporem como artistas da música, será que, ao esbarrarem com os nevoeiros ingleses, pensaram que não voltariam a ver o seu sol, o meu amigo Apolo?

Isto é apenas um comentário!


Se perdemos o sorriso do meu amigo Apolo, estaremos feitos

Porém, eu acho que foi uma troca perfeita para concretizarem esta música que procuro, em disco CD, para a minha colecção.

Por isso, acho que ela é perfeita para ocupar um pedacinho do espaço da minha Rádio.

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

sexta-feira, 2 de março de 2007

Rádio Hoje

 Ventor 02.03.2007

Vamos rolando como o Bob Seger

Hoje, como não podia deixar de ser, tinha de falar de rádio aqui na Rádio Ventor.

Eu também tenho a minha história da rádio!

Há muitos anos descobri uma rádio! Chamava-se Rádio Renascença. Hoje eu não sei se existe a Rádio Renascença! O programa que eu aprendi a ouvir, chamava-se a «Vigésima Terceira Hora». Com o tempo, perdi-me da Rádio Renascença e ouvia um pouco de tudo qualquer que fosse a rádio, sempre que se proporcionava.

Mais tarde, voltei a redescobrir a Rádio Renascença. Levantava-me muito cedo, punha-me actualizado com as notícias enquanto tomava duche ou prolongados banhos de imersão e entretinha-me com o «Bom Dia», a «Bola Branca», etç.,

Por fim achei aquela gente demasiado "tradicionalista" e, porque se dedicavam às touradas, não serviam para meus companheiros de caminhada e, até dei comigo a pensar que me esqueci que existiam!

Tudo isto porque dediquei os meus tempos de audição, às músicas. Em casa ou no carro, ligava sempre o rádio à nova Rádio Nostalgia quando estes apareceram até desaparecerem nas calendas das rádios.

A Rádio Nostalgia oferecia-me música! Muita música e nada de baboseiras. Como sabem, a Rádio Nostalgia desapareceu. Foi transformada em Rádio Clube Português e com isso, chegou o momento de eu dar com a "porta" em todas as rádios que então existiam, mas a Rádio Clube Português, no princípio, manteve-se nas peugadas da Rádio Nostalgia e, por, mais algum tempo, manteve-me «ligado»!

Desde há algum tempo que afastei a Rádio Clube Português dos meus ouvidos, pois para ouvir baboseiras já haviam rádios que chegassem. Agora, comigo, safam-se os CD's e, claro, a minha rádio - a Rádio Ventor. No conjunto das duas rádios, Rádio Ventor e Rádio Quico, tenho cerca de 450 músicas que me animam durante o tempo que estou, por aqui, no computador e para complementar, sempre que me apetece variar, tenho a minha catrefa de CD's, alguns dos quais no Windows Media Player e outros vão entrando e saindo da ranhurinha!

O meu negócio é ouvir música, não é ouvir "paleio rançoso". Para isso estou cá eu!

Assim, em vez de estar sentado no meu carro a ouvir a Rádio Clube Português, mais uma a encher-me a mona de coisas que não sabem a nada, ouço os meus CD's e gatafunho algo que me recorde que a vida continua e que me faz saber que eu estou do lado de cá porque há muita gente do lado de lá.

Gosto de músicas velhas como eu! Músicas que viram passar o tempo e sabem que o tempo não as esqueceu. Elas estão sempre actuais, porque são as músicas que animaram os primórdios da minha vida. Tentei sempre viver nas alegrias e tristezas com as minhas músicas. Elas não me causam tédio, não me aborrecem, apenas me satisfazem. Por isso este post na velha Rádio Ventor. Neste momento continuo com o Bob Seger.

Roll me Away!!

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

terça-feira, 16 de maio de 2006

O Fado

  Ventor 16.05.2006

A Amália no seu Barco Negro

Coloquei o fado da Amália, por não ter o da Cristiana.

As minhas músicas são velhas, mas são a meu gosto e são muitas. E isso basta-me!

Mas agora enveredei por uma espécie de alternativa às minhas velhas músicas. Há momentos de saudade e é preciso viver esses momentos e que melhor que o fado para isso?

 


Mas eu acho o fado sempre jovem. Tal como as minhas músicas velhas, sempre jovens e sempre actuais. Hoje apareço aqui, na Rádio Ventor, para vos falar das minhas últimas aquisições musicais. Apenas fado! Quatro CD’s com 47 fados!

 

Pois foi! Desafiaram-me para uma noitada de fados e como não gosto de ser desmancha-prazeres, acedi! Aproveitei um belíssimo jantar e ouvi fados até cerca das 02:00 da manhã. Mas há quem perceba disto e em vez de me deslocar a uma clássica Casa de Fados desloquei-me ao Clube Desportivo de Barcarena. Nem mais!

Tivemos lá, há dias, uma bela noite de fados, cantados por velhadas como eu e por uma jovem a quem prevejo um grande futuro. Espero não me enganar.



Estes azulejos representam o fado em todo o lado. Também me ajudam a esquecer os xailes do Clube Desportivo de Barcarende barcarena

Alguém disse que o fado é o elo mais curto para a saudade. Quem não tem saudades de velhas fadistas como a Hermínia, a Amália e tantos outros? Mas estes fadistas são uma espécie de trovadores do fado. A verdade é que não ficam a dever nada aos grandes cantores fadistas do momento. Mas é preciso sorte para singrar na vida!


Pois ouvi os fadistas e comprei-lhes quatro discos mas coloco aqui esta bela jovem que me fez recordar a Amália.


Eu não percebia nada daquilo e tinha comprado dois discos a dois companheiros dela. Quando ela se chegou junto de mim, com o disco na mão, eu disse-lhe que não estava interessado que já tinha comprado dois. E, dizendo isto, ia pensando que ela ainda poderia vir a ser fadista. Mas depois tive pena dela. Levantei-me, cheguei junto dela na mesa dos fadistas e disse-lhe que sempre queria o seu disquinho. «Arrependeu-se», disse ela. Não, mas acho que sou burro não comprar o disco de quem espero e acredito, venha a ser uma grande fadista! Tinha-a ouvido cantar dois fados e tinha gostado.

Recebeu o dinheiro, assinou o disco, fizemos uma festinha na face, um do outro, e os fados continuaram. Então não é que fiz bem comprar o disco!

Força Cristiana!

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Os Parodiantes

  Ventor 25.01.2006

A minha Rádio não poderia deixar de fazer uma referência a esta gente que teve por fim divertir os portugueses e eu fui um dos que muito se divertiu com eles.

Sempre que podia, na hora, lá estava eu, frente à Rádio, a ouvir os Parodiantes de Lisboa.

Foram tempos, inesquecíveis, esses para pessoas que, como eu, gostavam da Rádio e eu não os esqueço. Por isso, não posso deixar de prestar aqui, na Rádio Ventor, a minha homenagem aos Parodiantes de Lisboa, especialmente na pessoa deste último homem que se despediu de nós hoje o Rui Andrade. Ele leva consigo tudo o que aquele grupo fabuloso nos deu durante tantos anos, mas nós, os que gostamos deles, ficaremos aqui sentados, de copo na mão, a magicar no passado glorioso dessa gente divertida agarrada a um microfone.



Eles passaram a vida vergados a uma coisa, semelhante a esta - chamada micro - com a vontade de nos agradar.

E agradaram! Parece-me que já não há ninguém que, na Rádio, volte a conseguir animar tanta gente como os Parodiantes de Lisboa (os tempos são outros) e eu bem os recordo, nas suas investigações dos fabulosos Patilhas e Ventoinha, e nos divertimentos proporcionados pelo Compadre Alentejano, pelo Menino Arnestinho  e muitos outros. Até sempre Rui Andrade.

Como diz a Maria da Fé, no seu fado... Valeu a pena!

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

A minha Rosinha

   Ventor 11,11,2005

Ó Minha Rosinha

Hoje quero aqui prestar a minha homenagem aos homens de hoje e de sempre que se dedicaram a levar o prazer das músicas às aldeias do Norte de Portugal, especialmente, no Minho.

Aos homens de Santa Marta de Portuzelo que nos meus tempos de criança muito me alegraram com os seus altifalantes em forma de sino que penduravam na capela de Adrão e sobre esquinas de telhados de onde saiam sons maravilhosos.

Uma vez, no dia a seguir à festa, ficaram de os ir buscar a um local que se chama Barreira, lá no alto da Aldeia e nunca mais chegavam. Telefonaram para a Tasca do meu amigo Carrasco a dizer o porquê do atraso e que estavam demorados. Só chegariam bem depois do almoço.

Nesse dia, um dia depois da festa, as pessoas já estavam a trabalhar nos campos, a regar os milhos, a sachar, etç., mas os homens de Santa Marta, não desanimaram! Colocaram no monte os altifalantes, ligaram o motor que fornecia a energia e ei-los a trabalhar também. Ouviu-se o gerador a trabalhar e logo de seguida, cerca das 11 horas da manhã: "Atenção! Atenção! Vamos continuar a nossa festa para as gentes de Adrão"!

Oh, minha rosinha ...

De repente, sobre a Aldeia e o vale da nossa veiga, ouviu-se o som de belas músicas, e começaram com esta:

Oh, mimha Rosinha,

Eu heide-te amar,

De dia ao Sol,

De noite ao Luar!

 

Eu heide ir heide ir,

Eu heide ir se for,

Jurar a verdade,

Por ti meu amor!

 

Lai, lai, lai, la rai ...

Lai, lai, lai la rai ...

Lai ...

E assim por diante.

Foi para mim, a maior festa de sempre, por ser surpresa. Uma bela surpresa dada por aqueles homens cheios de muita alegria e vontade e de alegrarem também as gentes que tinham recomeçado o seu trabalho.

Esses eram homens de há cerca de meio século atrás. Homens verdadeiros que não se importaram de dispender do seu trabalho, de desgaste de material, de gasolina ... para animar quem depois de grande folia se dedicava ao trabalho.

Obrigado amigos. Nunca vos esqueci e olhem que era muito pequenino! Obrigado gentes de Santa Marta de Portuzelo.

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás