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As minhas músicas

Pilantras - o Ticas Esta era a figura que o Pilantras fazia quando vivíamos na Amadora. Entre eu e ele estava uma porta. Eu ouvia música, se...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A Minha Homenagem aos Four Tops

 Ventor 08-10-2008

Eles eram grandes!

Eram mesmo grandes!

Mas tudo acaba, e os Four Tops, como todos os grandes, já acabaram também! 

Por isso, eu quero deixar aqui a minha homenagem a estes quatro cavaleiros de um outro Apocalipse. O Apocalipse da alegria que nos foi proporcionada pela sua música.

Em 1967, tanto quanto me recordo, ouvi esta música pela primeira vez. Tinha vindo da Base Aérea 2, da Ota, num fim de semana e lembro-me de, em Lisboa, numa casa de gente amiga, ouvir esta música. Parei junto do rádio e fiquei ali especado até ao fim  a ouvi-los. Eu não percebia nada de inglês, mas sabia o rudimentar do liceu e fixei o «Reach out, I'll be there». Alguém disse: "se gostas tanto, vou comprar este disco para ouvires até te fartares"! Mas não. Eu nunca me fartei! Hoje, continuo a ouvi-la, com a mesma vontade de então!

Esta bela música foi meu lema durante muitos anos e deu-me a vontade suficiente para continuar as caminhadas de outrora. «Reach out, I'll be there» aprendi eu a dizer. Mais tarde aprendi o mesmo lema com a Sylvie Vartan: «J'Atendrai".

Com a morte de Levi Stubbs, fica apenas um sobrevivente do grupo: Abdul "Duque" Fakir. Mas as suas músicas continuarão connosco, enquanto eles "Lá" esperarem por nós.

Os Four Tops, mantiveram-se como grupo durante 43 anos, o que, em termos de grupos musicais, será quase uma eternidade.

Eles começaram a cantar, em 1953, como Four Aims, mas mais tarde mudaram o nome para Four Tops, para não serem confundidos com os Ames Brothers.

Se a minha memória não me deixa mal, acho que o grupo terminou em 1996, mas a sua música tem continuado connosco e, pelos vistos, vai continuar.

Ouçam os Four Top.


O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Olá, Amália

  Ventor 06.10.2008

Disseste-nos adeus e morreste, mas nós não te esquecemos e, por isso, ficas aqui para te ir ouvindo sempre que posso e quem mais quiser.

Tu foste grande Amália

Ainda hoje ouço aquele apelo daqueles que sonhavam com a liberdade: "Amália anda, não fiques à varanda".

E, não esqueço o teu sorriso! Tu estavas connosco!

Tu continuas connosco!

São 9 anos de saudade!

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

The Sun Ain't Gonna Shine Anymore

   Ventor 24.09.2008

The Sun Ain't Gonna Shine Anymore

The Walker Brothers

Quado ouço esta música, fico com a sensação que o título desta canção se tornará uma realidade, mais próximo do que o imaginado.

Mas, também, relativamente ao mesmo título e sem saber o que terá levado o autor da canção e os Walker Brothers a utilizá-lo, fazendo e cantando esta música, acho que há outro relacionamento com uma certa lógica.

Como eles partiram dos Estados Unidos para a Inglaterra, à procura de outros ares para se imporem como artistas da música, será que, ao esbarrarem com os nevoeiros ingleses, pensaram que não voltariam a ver o seu sol, o meu amigo Apolo?

Isto é apenas um comentário!


Se perdemos o sorriso do meu amigo Apolo, estaremos feitos

Porém, eu acho que foi uma troca perfeita para concretizarem esta música que procuro, em disco CD, para a minha colecção.

Por isso, acho que ela é perfeita para ocupar um pedacinho do espaço da minha Rádio.

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

sexta-feira, 2 de março de 2007

Rádio Hoje

 Ventor 02.03.2007

Vamos rolando como o Bob Seger

Hoje, como não podia deixar de ser, tinha de falar de rádio aqui na Rádio Ventor.

Eu também tenho a minha história da rádio!

Há muitos anos descobri uma rádio! Chamava-se Rádio Renascença. Hoje eu não sei se existe a Rádio Renascença! O programa que eu aprendi a ouvir, chamava-se a «Vigésima Terceira Hora». Com o tempo, perdi-me da Rádio Renascença e ouvia um pouco de tudo qualquer que fosse a rádio, sempre que se proporcionava.

Mais tarde, voltei a redescobrir a Rádio Renascença. Levantava-me muito cedo, punha-me actualizado com as notícias enquanto tomava duche ou prolongados banhos de imersão e entretinha-me com o «Bom Dia», a «Bola Branca», etç.,

Por fim achei aquela gente demasiado "tradicionalista" e, porque se dedicavam às touradas, não serviam para meus companheiros de caminhada e, até dei comigo a pensar que me esqueci que existiam!

Tudo isto porque dediquei os meus tempos de audição, às músicas. Em casa ou no carro, ligava sempre o rádio à nova Rádio Nostalgia quando estes apareceram até desaparecerem nas calendas das rádios.

A Rádio Nostalgia oferecia-me música! Muita música e nada de baboseiras. Como sabem, a Rádio Nostalgia desapareceu. Foi transformada em Rádio Clube Português e com isso, chegou o momento de eu dar com a "porta" em todas as rádios que então existiam, mas a Rádio Clube Português, no princípio, manteve-se nas peugadas da Rádio Nostalgia e, por, mais algum tempo, manteve-me «ligado»!

Desde há algum tempo que afastei a Rádio Clube Português dos meus ouvidos, pois para ouvir baboseiras já haviam rádios que chegassem. Agora, comigo, safam-se os CD's e, claro, a minha rádio - a Rádio Ventor. No conjunto das duas rádios, Rádio Ventor e Rádio Quico, tenho cerca de 450 músicas que me animam durante o tempo que estou, por aqui, no computador e para complementar, sempre que me apetece variar, tenho a minha catrefa de CD's, alguns dos quais no Windows Media Player e outros vão entrando e saindo da ranhurinha!

O meu negócio é ouvir música, não é ouvir "paleio rançoso". Para isso estou cá eu!

Assim, em vez de estar sentado no meu carro a ouvir a Rádio Clube Português, mais uma a encher-me a mona de coisas que não sabem a nada, ouço os meus CD's e gatafunho algo que me recorde que a vida continua e que me faz saber que eu estou do lado de cá porque há muita gente do lado de lá.

Gosto de músicas velhas como eu! Músicas que viram passar o tempo e sabem que o tempo não as esqueceu. Elas estão sempre actuais, porque são as músicas que animaram os primórdios da minha vida. Tentei sempre viver nas alegrias e tristezas com as minhas músicas. Elas não me causam tédio, não me aborrecem, apenas me satisfazem. Por isso este post na velha Rádio Ventor. Neste momento continuo com o Bob Seger.

Roll me Away!!

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terça-feira, 16 de maio de 2006

O Fado

  Ventor 16.05.2006

A Amália no seu Barco Negro

Coloquei o fado da Amália, por não ter o da Cristiana.

As minhas músicas são velhas, mas são a meu gosto e são muitas. E isso basta-me!

Mas agora enveredei por uma espécie de alternativa às minhas velhas músicas. Há momentos de saudade e é preciso viver esses momentos e que melhor que o fado para isso?

 


Mas eu acho o fado sempre jovem. Tal como as minhas músicas velhas, sempre jovens e sempre actuais. Hoje apareço aqui, na Rádio Ventor, para vos falar das minhas últimas aquisições musicais. Apenas fado! Quatro CD’s com 47 fados!

 

Pois foi! Desafiaram-me para uma noitada de fados e como não gosto de ser desmancha-prazeres, acedi! Aproveitei um belíssimo jantar e ouvi fados até cerca das 02:00 da manhã. Mas há quem perceba disto e em vez de me deslocar a uma clássica Casa de Fados desloquei-me ao Clube Desportivo de Barcarena. Nem mais!

Tivemos lá, há dias, uma bela noite de fados, cantados por velhadas como eu e por uma jovem a quem prevejo um grande futuro. Espero não me enganar.



Estes azulejos representam o fado em todo o lado. Também me ajudam a esquecer os xailes do Clube Desportivo de Barcarende barcarena

Alguém disse que o fado é o elo mais curto para a saudade. Quem não tem saudades de velhas fadistas como a Hermínia, a Amália e tantos outros? Mas estes fadistas são uma espécie de trovadores do fado. A verdade é que não ficam a dever nada aos grandes cantores fadistas do momento. Mas é preciso sorte para singrar na vida!


Pois ouvi os fadistas e comprei-lhes quatro discos mas coloco aqui esta bela jovem que me fez recordar a Amália.


Eu não percebia nada daquilo e tinha comprado dois discos a dois companheiros dela. Quando ela se chegou junto de mim, com o disco na mão, eu disse-lhe que não estava interessado que já tinha comprado dois. E, dizendo isto, ia pensando que ela ainda poderia vir a ser fadista. Mas depois tive pena dela. Levantei-me, cheguei junto dela na mesa dos fadistas e disse-lhe que sempre queria o seu disquinho. «Arrependeu-se», disse ela. Não, mas acho que sou burro não comprar o disco de quem espero e acredito, venha a ser uma grande fadista! Tinha-a ouvido cantar dois fados e tinha gostado.

Recebeu o dinheiro, assinou o disco, fizemos uma festinha na face, um do outro, e os fados continuaram. Então não é que fiz bem comprar o disco!

Força Cristiana!

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás