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Pilantras - o Ticas Esta era a figura que o Pilantras fazia quando vivíamos na Amadora. Entre eu e ele estava uma porta. Eu ouvia música, se...

domingo, 3 de junho de 2012

Peter Seeger e a Música

  Ventor 03.06.2012

Peter (Pete) Seeger nasceu em Nova Iorque (Manhattan), em 1919.

Terá nascido para a música por volta dos anos 40' dedicando-se à música folclórica americana e terá atingido o auge musical na banda Weevers, durante a década de 40'.

Seeger, foi alvo da chamada "caça às bruxas" nos Estados Unidos da America, na década de 50 e, nos anos 60', reapareceu como um músico de protesto pelos direitos cívicos e contra a guerra. 


Banjos - Instrumentos que recordam Peter Seeger 

 

Peter Seeger foi um músico com muita popularidade na música folclórica americana.

Como compositor, Seeger é conhecido como autor de "Where Have all the Flowers Gone"?; esta canção segundo já li por aí, algures, terá sido de origem russa, mais precisamente dos Cossacos do Don. Ela apareceu em 1934 no livro com o título And Quiet Flows the Don (E o Don Flui Sereno) de Michail Sholokhov, um escritor russo que ganhou o Prémio Lenine e o Prémio Nobel. A canção terá sofrido uns arranjos de Peter Seeger que anotava tudo que para ele tinha interesse. Porém, russa, americana ou uma miscelânea das duas, ela é linda e foi popularizada por Peter Seeger, por Marlen Dietrich, por Peter, Paul and Mary, por Joan Baez e, certamente, por outros cantores deste mundo.

"Where Have all the Floweers Gone"?, uma das canções mais lindas das minhas músicas, cantada por Peeter Seeger

 

Peter Seeger é também autor de famosas canções que outros cantores popularizaram como "IF I Had a Hammer", popularizada por Trini Lopez e "Turn! Turn! Turn!", popularizada pelos Birds.

São todas elas maravilhas da música.  


O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

domingo, 4 de março de 2012

A Maria e o Piano

  Ventor 04.03.2012


E se m dia a Maria nos apresentasse uma bela balada

Ontem, fui a mais uma "PIANADA DA MARIA".

Tocou o seu sarau, a solo e a 4 mãos com o seu professor: "The Surprise Simphony Theme the Haydn, o "Balão do João"!

Foi uma boa caminhada!

Primeiro, a Maria, a solo:

 


A Maria pode vir a ser uma boa pianista e, um dia, levar o Ventor, numa noite de inverno, tapado com um cobertor eléctrico, ouvir alguns dos seus saraus. Quem sabe?
 
Depois, a Maria, a quatro mãos, com o seu professor:

 

Eles aí estão, mexendo nas teclas com o àvontade de Haydn 
 
Depois disto, e da maria terminar a sua aula, de seguida, lá fomos nós aos "nacos"!
A Maria, a meu lado, á minha esquerda, entreteve-se a tratar do seu naco. Vejam só isto! Tratar do naco na pedra não é fácil! E ainda, por cima, com as mãos e dedos de pianista. Por isso eu virei-me para os "secretos do porco preto alentejano, grelhados", também uma maravilha do Paço, que não precisa de intervenção! 

 
Vejam como a Maria sabe tratar do seu Naco!
 
Aposto que, tudo isto, faria inveja ao Haydn e até o balão do João, se fosse uma coisa viva, rebentaria de inveja! Mas a Maria ainda não liga a essas coisas! Piano e naco, são maravilhas, a não perder.
O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Caminhadas ao lado da Música

  Ventor 23.01.2012

 
 Maria - a nova Euterpe do Ventor

Ontem, dia 22 de Janeiro de 2012, tivemos um convite para assistir ao Concerto do Ano Novo, na Basílica da Estrela, no qual participava a Maria a nossa princesa que julga ter alguma vocação para a Música, participando em aulas de piano e canto.

Este foi o 3º Concerto que participei nas eufurias da Maria, na sua caminhada e nossa, ao lado da Música. O primeiro no Concervatório de Música de Lisboa, o segundo no Palácio Foz, nos Restauradores e agora, na belíssima Basílica da Estrela, em Lisboa.


Deixo aqui um vídeo do Youtube que dará uma visão da Basílica da Estrela

Nessa caminhada musical, ontem recordei, ao atravessar o Jardins da Estrela, o meu primeiro amigo, em Lisboa. Um Melro! Caminhei pelo Jardim da Estrela cinco dias, os mesmos que morei na Av. Infante Santo, com um amigo de Paradela e a sua esposa que nunca mais vi. Depois desses cinco dias abandonei Lisboa, rumo a Almada, onde tive a guarida do meu amigo Joaquim da Chica que o Senhor da Esfera já tem à Sua guarda. Então, de Lisboa, levava as saudades desse amigo Melro que, quando nos encontramos no velho Jardim da Estrela, me levou a acreditar que, o mundo, pelo menos para mim e para o melro, seria igual em todo o lado.


É uma beleza a Basílica da Estrela, no seu interior

Ontem, não vi o meu amigo mas vi, certamente descendentes seus! Reparei também naquele cafezito que continua no mesmo local e matei saudades por ser o local onde bebi a primeira bica da minha vida, então com 15 anos e dois meses menos dois dias. Nesses cinco dias, o café do Jardim da Estrela era o meu local de descanso, pois então, nesses cinco dias eu palmilhava as minhas primeiras caminhadas, longe dos meus montes, longe das minhas Montanhas Lindas.

Ainda hoje recordo muitas das ruas de Lisboa das minhas caminhadas desses primeiros dias e, recordo-me também da cúpula da Basílica da Estrela, então a minha estrela polar, ou se quiserem, a minha bússola, nas minhas caminhadas lisboetas. Quando via a cúpula da Basílica da Estrela, tomava o seu rumo e dentro de algum tempo, estaria na casa onde dormia.

Ontem, mais uma vez, observei esse velho marco dos primórdios da minha vida. Não tenho a certeza mas, creio que, nunca, em tantos anos, tinha entrado dentro daquela bela basílica. Passei tantas vezes àquela porta que quase não acredito que lá não tenha entrado. No entanto, parece-me ser essa a verdade.


Basílica da Estrela vista do seu exterior

A Basílica da Estrela, foi mandada construir pela Rainha D. Maria I. A sua construção iniciou-se em 1779 e terminou em 1790 de estilo barroco final e neoclássico novo, uma mistura e, segundo os sabidos, será a primeira igreja que foi consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, em todo mundo. No seu interior podemos observar mármores multicolores de de cores cinzas, amarelos e rosas e pinturas do romano Pompeo Batoni.

Por isso, podemos dizer que a Basílica da Estrela para além de uma grande igreja, podemos considerá-la um grande monumento de Portugal.

Foi devido a mais este concerto em que participou a Maria, posso dizer que foi pela sua mão que eu entrei nesta bela "maison" do Senhor da Esfera, em Lisboa e acredito que, em beleza, não ficará a dever nada às melhores

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sábado, 17 de dezembro de 2011

Saudade

  Ventor 17.12.2011

Saudade é a palavra! Saudade é a canção! Saudade já é, cada vez mais, Cesária Évora.



Cesária Évora, foto da autoria de Bremond, retirada da Wikipédia, sob licença Creative Commons paternitat 3.0 unported
 
Uma companheira das caminhadas musicais de todos os cabo-verdianos representados, tal como nós, numa saga a que damos o nome de Diáspora, do Ventor e de muita gente, por esse mundo fora que souberam escutar esta mulher que partiu de Cabo-Verde para correr mundos e, muito especialmente, o seu mundo de Luz, na bela cidade de Paris.
 
Ouçamos Cesária Évora a cantar a suas saudade.
 

Cesária Évora na sua Saudade, ou melhor, "Sodade"

Que Cesária Évora esteja junto ao Senhor da Esfera cantando para nós a sua SODADE!

Recordo-me bem de como os meus colegas cabo-verdianos trauteavam tão bem, esta palavra, primeiro na Força Aérea e, posteriormente, na vida civil. Acredito que ela será usada com mais afinco, nos próximos tempos. SODADE!

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sábado, 26 de novembro de 2011

Fado - Canção Portuguesa

  Ventor 26.11.2011

A RTP e o Ventor, estamos com o fado, durante o tempo que resta neste mês de Novembro

O fado da vida, da nossa vida, é tocado e cantado no mundo inteiro!

Esta noite, provavelmente, será cantado, em Bali, na Indonésia e, levado por consenso ou por votação, a Património Imaterial da Humanidade. Lá pelas 04:00h da manhã, em Portugal, o fado poderá enriquecer o Património Imaterial da Humanidade, documentalmente, porque, na prática, já o enriqueceu há muitos anos, lembrando-nos que a história do fado nos recorda que ele já existe desde meados do séc-XIX.  

Deixo-vos aqui o fado, Maria Lisboa, da Amália Rodrigues. Dedico-o a todas as Marias e, especialmente, a uma amiga, ex-colega de trabalho, a Drª Maria Lisboa que, se um dia tropeçar neste meu Blog, verá que, os anos não matam, enquanto o nosso amigo Apolo nos iluminar



O Fado - painel do fado, por José Malhoa
 
Que melhor imagem para nos dar uma ideia clara do fado, que este painel de Malhoa?
Eu sempre achei este painel uma beleza. Ele representa uma tasca viva, onde se canta o fado, se vive e se chora a vida.
 
 

 
Amália, Arte de Rua em Lisboa, foto tirada da Wikipédia de autoria de Môsieur J.
 
Depois, esta foto que alguém retirou com a sua câmara de uma rua de Lisboa e faz com que eu a encare como o expoente máximo da chamada Arte da Rua. A figura da Amália Rodrigues, espreitada por mãos que viam! Para mim e por ser do meu tempo, o expoente máximo do fado, sem tirar o valor a outros que tão bem o cantam. 
 


Uma estátua, na frente ribeirinha de Belém, virada para o rio Tejo, representando Amália Rodrigues numa guitarra rasgada

Esta guitarra que representa a Amália e o fado, a nossa canção nacional, olhando o Tejo e, homenageando Amália e, para mim, também, homenageando todos aqueles que, através dos tempos, partiram, cantando o fado da sua vida e, quantas vezes, sem regresso. 

 
A guitarra portuguesa, uma foto wiki, que dizem resultar do cistre europeu renascentista

 

 
A nossa noite de fado no Clube Desportivo de Barcarena . Na parede, pendurados, belos motivos do fado: a guitarra e o chaile
 
Eu, como já tenho dito por aqui, já fui anti-fado mas, apenas, nos tempos em que, no meu sangue, ainda corriam os vírus do vira, da cana verde, da chula, do "S" de Soajo, ... os tempos em que eu parava o fado para transmitir esse vírus às máquinas dos discos, nas tascas da Mouraria.
 
Concluindo, a minha vida também foi tocada pelo fado! Por isso, tal como qualquer lisboeta, ... tal como qualquer português, espero que o fado venha a ser reconhecido, como Património Imaterial da Humanidade. Afinal, os portugueses foram os pioneiros da globalização e também na música! Ainda hoje, segundo o que vão observando, mundo fora, o fado se canta em qualquer lado onde haja um português e, como sabemos, há portugueses no mundo inteiro, o que nos leva a acreditar que, votado ou por consenso, o fado será Património Mundial! Pelo menos, assim o espero.
 
 
Uma foto wiki, da autoria de trialsanderrors - Toni Frissell, Fado singer in Portuguese night club, Lisbon, 1946
 
No ano em que eu nasci, era assim a vida numa taberna de Lisboa. Hoje, as tabernas são as cores mas, a vida do fado continua a mesma! Cantar, beber e chorar!
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