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As minhas músicas

Pilantras - o Ticas Esta era a figura que o Pilantras fazia quando vivíamos na Amadora. Entre eu e ele estava uma porta. Eu ouvia música, se...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dia da Rádio

  Ventor 13.02.2013

Hoje é o dia da Rádio.

Há muitos anos que estamos embrenhados no dueto, Rádio e Televisão.

A verdade é que eu acompanhei muito da vida moderna pela rádio e só mais tarde fui tendo uma retrospectiva televisiva de partes dela, como esta amostra daquilo que foi a guerra do Vietname através deste raid das Valquírias que, coitadas delas, nada tiveram a ver com tal

Há muito tempo que ouço dizer que a Televisão iria engolir a Rádio mas, tenho muitas dúvidas que, nos tempos mais próximos venha a ser assim. A Televisão é a Televisão e a Rádio é a Rádio.

 
Um tipo de velhos rádios que terá feito a delícia de muita gente


Para mim, ambos têm lugar neste mundo. Todos sabemos que há muitos locais neste mundo, em que não há Rádio nem Televisão. Mesmo locais civilizados!

É difícil caminharmos, trabalharmos, ou até, estarmos deitados e vermos televisão. Não é nada difícil conseguirmos tudo isso, ouvindo rádio. É difícil ser levada a televisão a sítios deste mundo onde levará muito tempo a lá chegar mas não é tão difícil fazer lá chegar a voz na Rádio. Quantas vezes umas pilhinhas fazem milagres!

Hoje, caminhava eu num jardim dos arrabaldes onde costumava encontrar um trabalhador de Leste. Moldavo, romeno, russo, ucraniano, ... não sei, mas sei que é daqueles lados.

Estava agachado a limpar ervas que estariam a estorvar umas plantas que pretendem crescer. No chão, executando o seu trabalho, lá estava ele, gastando umas pilhitas para saber o que se passava neste mundo, na sua terra por exemplo e ouvindo a sua música preferida. Vim caminhando para casa a pensar entre vantagens e desvantagens entre a Rádio e a Televisão. Depois, almocei e sentei-me a ver as notícias na televisão. As notícias de uma estação relacionada com os temas da economia e das finanças portanto, com as misérias deste mundo - a Bloomberg. Não percebo nada mas leio tudo!



Foi com rádios de ondas curtas, como este ou mais sofisticados como os receptores da Força Aérea que eu acompanhei a evolução deste mundo. Ouvia a Rádio Moscovo, a Voz da Argélia, Rádio Pequin em Francês, etç. Mesmo em plena guerra, acompanhava esta última quando operava com o Comando avançado em Nampula onde cheguei a ouvir que Nampula tinha sido destruída pela Frelimo e, o operador daquele lado me dizia que nem um tiro houvera. Era a emissão da Rádio Pequim, em Francês para a África. Sempre achei que vivemos num mundo de alfrabões, de todas as raças e de todas as cores

Se quisesse fazer outra coisa não poderia porque, a ouvi-los não os entendo e a olhá-los não poderia. Lembrei-me do jardineiro que, lá dos fins da Europa, trabalha, ouve música e vai sabendo notícias da sua terra, tal como eu fazia na Força Aérea e depois na minha empresa. Não custa nada trabalhar, ouvindo mas, já custa mais trabalhar, olhando.

Conduzindo, ouvimos tudo na rádio do automóvel, seguimos a trajectória do mundo, completamente infiltrados. Com televisão, pelo menos, para quem conduz, seria impossível

Por isso, resolvi fazer este post e prestar a minha homenagem à Rádio ou, se preferirem, às Rádios. Claro que, não irei esquecer a Rádio Ventor! Esta é a minha rádio, a rádio onde eu ouço belas músicas e foi para isso que ela foi criada. Se me deixassem, seria a rádio mais completa do mundo mas, como calculam, temos de ter em atenção os direitos de autor. Por isso, têm de ir saltitando como eu faço e mais, entre rádios que entre televisões. Chama-se, a isso, o poder de optar.

Com Televisão ou Rádio, fiquem bem.

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Giuseppe Verdi

 Ventor 20.12.2012

Este é o meu amigo Verdi.

Giuseppe Fortunino Francesco Verdi.

Verdi faria hoje, se fosse vivo, 199 anos. Nasceu perto de Parma, em Itália, no dia 10 de Outubro de 1813.

Giuseppe Verdi
 
Tenho por aqui um boneco, uma estatueta de Verdi que aposto terá sido tirada deste retrato. Foi alguém que, sabendo que eu era um apreciador das músicas de Verdi, teve a amabilidade de me oferecer essa estatueta representativa deste grande Senhor das óperas italianas.
 
Por isso, decido hoje deixar aqui a minha homenagem, no dia que seria do seu aniversário, ao meu amigo Verdi e deixar aqui uma das suas músicas.
Não vou falar das músicas do Verdi porque acredito que todos as conhecerão, se não na totalidade, pelo menos em parte.
 

Va Pensiero - Nabuco de Giuseppe Verdi

Esta é, para mim a música mais bonita de Verdi. Com esta música ele tem dois objectivos. Prestar uma homenagem à história, recordando os israelitas cativos em Babilónia e, também, fazer levantar a Itália contra o então poder austríaco. Esta música terá sido um catalisador na luta da Itália pela sua independência e União. 

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

domingo, 16 de dezembro de 2012

Beethoven

   Ventor 16.12.2012

Faz hoje anos!

Ludwig van Beethoven, n. 16(?) de Dezembro de 1770 em Bona, na Alemanha, f. 26 de Março de 1827, em Viena de Aústria

Faz hoje(?), 16 de Dezembro, anos que, presumivelmente, nasceu Ludwig van Beethoven. O que se sabe, é que ele foi baptizado no dia 17 de Dezembro de 1770 e que a sua família festejava os seus anos em 16 do mesmo mês.

Certo ou errado pouco interessa, o que interessa é que, há cerca de 240 anos atrás, nasceu um grande músico europeu a que deram o nome de Beethoven. Normalmente, quando ouço uma música, levo tempo a encaixar-me nela e o Beethoven não foi excepção.

Quando eu tive acesso às músicas, tinha 14 anos e as músicas que trazia registadas nos meus ouvidos eram o vira, a chula, a cana-verde, o S de Soajo e as canções que, então, ouvia, tinham por base as minhas músicas minhotas.

Mais tarde, caminhei ao som dos fados, nos bairros de Lisboa. Pela Mouraria, pela Alfama, pela Madragoa, .... e, a minha especialidade, como já tenho dito por aqui, era, quando caminhava junto das tascas, colocar os discos das minhas músicas, calando os fados. Gastava, assim, algumas das minhas poucas moedas!

Com o caminhar do tempo e a transformação das minhas caminhadas, acabei por adaptar os meus ouvidos às novas músicas e a fixar aqueles que me ajudaram nessa adaptação.

Por isso, hoje, tal como muitos outros, não esqueço Beethoven.

Hino da União Europeia

Foi Beethoven que compôs a sua 9ª Sinfonia baseada no Ode à Alegria de Friedrich von Schiller, em alemão, Ode an die Freude. Já estava quase surdo quando compôs a sua sinfonia, em 1823, cerca de 4 anos antes de falecer, 1827.

Mais tarde, a União Europeia fez da música de Beethoven o seu Hino 

 Ludwig van Beethoven, um músico para eternidade

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Il Divo ...

  Ventor 12.07.2012

... cantando Amazing Grace.

Il Divo cantando Amazing Grace no Coliseu de Roma

Não é fácil juntar três belezas numa só!

Porém, às vezes, torna-se possível.

É o que eu acho neste vídeo!

Ele junta a beleza de uma das Sete Maravilhas do nosso, tempo - as ruínas do Coliseu de Roma.

Ele junta as vozes destes belos rapazes - Il Divo.

Ele junta um dos expoentes máximos da música - Amazing Grace.

Uma vez, tempos atrás, entrei na FNAC do Colombo e encaminhei-me para a área da música. Olhei um grande écran e vi estes quatro rapazes a cantarem Amazing Grace, tendo como pano de fundo as ruínas do Coliseu de Roma. Por fim, aparece nas muralhas a gaita escocesa a tocar Amazing Grace. No conjunto, de sons, a música, as vozes dos rapazes a utilizarem os vários tons e a gaita escocesa, galega ou qualquer outra origem, deixaram os meus olhos pendurados nesse Écran, por algum tempo.

Como se trata de um vídeo do Youtube, deixá-lo-ei aqui, enquanto me for permitido porque ele merece ser ouvido por todos que caminham ao lado da Rádio Ventor, recordando essas maravilhas que tornam a vida bela.


O meu Quico gostava de ouvir Amazing Grace tocadas e cantadas serenamente.
Mas recordo-me de quando coloquei o vídeo dos Il Divo, quando eles mudam de melodia e aplicam os Graves, o Quico olhou para mim e nem perguntou "pernas para que vos quero"! Só parou na outra varanda

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

domingo, 3 de junho de 2012

Peter Seeger e a Música

  Ventor 03.06.2012

Peter (Pete) Seeger nasceu em Nova Iorque (Manhattan), em 1919.

Terá nascido para a música por volta dos anos 40' dedicando-se à música folclórica americana e terá atingido o auge musical na banda Weevers, durante a década de 40'.

Seeger, foi alvo da chamada "caça às bruxas" nos Estados Unidos da America, na década de 50 e, nos anos 60', reapareceu como um músico de protesto pelos direitos cívicos e contra a guerra. 


Banjos - Instrumentos que recordam Peter Seeger 

 

Peter Seeger foi um músico com muita popularidade na música folclórica americana.

Como compositor, Seeger é conhecido como autor de "Where Have all the Flowers Gone"?; esta canção segundo já li por aí, algures, terá sido de origem russa, mais precisamente dos Cossacos do Don. Ela apareceu em 1934 no livro com o título And Quiet Flows the Don (E o Don Flui Sereno) de Michail Sholokhov, um escritor russo que ganhou o Prémio Lenine e o Prémio Nobel. A canção terá sofrido uns arranjos de Peter Seeger que anotava tudo que para ele tinha interesse. Porém, russa, americana ou uma miscelânea das duas, ela é linda e foi popularizada por Peter Seeger, por Marlen Dietrich, por Peter, Paul and Mary, por Joan Baez e, certamente, por outros cantores deste mundo.

"Where Have all the Floweers Gone"?, uma das canções mais lindas das minhas músicas, cantada por Peeter Seeger

 

Peter Seeger é também autor de famosas canções que outros cantores popularizaram como "IF I Had a Hammer", popularizada por Trini Lopez e "Turn! Turn! Turn!", popularizada pelos Birds.

São todas elas maravilhas da música.  


O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás