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domingo, 12 de julho de 2009

Vou falar-vos de Roc

  Ventor 12.07.2009

Creedence Clearwater Revival

E Para falar-vos de Rock, começo pelos Creedence Clearwater Revival.
Que podemos nós dizer deste grupo?

Que trouxe o rock and roll, de volta às suas raízes, cantor, escritor de canções, guitarrista e líder John Fogerty, lutou pelo restabelecimento das raízes do Rock and Roll. Os seus elementos chaves foram rebuscados em bandas que tocavam em Bares cerca de uma década antes de partir para o sucesso nos últimos anos da década de 60, quando acompanhava os Blue Velvets formados, em 1959, por seu irmão Tom Fogerty, o basista Stu Cook e o baterista Doug Cosmo”Clifford, uma banda instrumental constituída por estes três rapazolas, em El Cerrito, localidade situada ao longo da Baía de S. Francisco.

O grupo só se encontrou quando John, tomou conta da direcção da banda, cantando e escrevendo as suas canções.

No seu primeiro álbum como Creedence Clearwater Revival, em 1968 (quando eu pisava e repisava as Lânguas das savanas de Marrupa), o grupo tocava e cantava os êxitos dos anos 50, I Put a Spell on You and“Suzie Q. Mas a banda só brilhou com Proud Mary um número simples no início de 1969 (ano em que eu brincava às guerras com os meus Jaguares pelos contrafortes das montanhas do Maniamba) que demonstrou o talento de John Fogerty

Foi a grande partida para uma torrente de grandes clássicos como o empertigado Little Richard, cantor onde se inspiraram nos últimos 2 anos, incluindo:

“Bad Moon Rising”;
"Down on the Corner”;
“Travelin’ Band”;
“Who’ll Stop the Rain”;
“Up Around the Bend” e,
“Lookin’ Out My Back Door”.

Quando os Beatles quebraram, no início dos anos 70, foram os CCR que deram competição. Mas John Fogerty em 1971 desentende-se com o grupo, passou a trabalhar só e o grupo ficou reduzido a três, mas sem êxito. Pensavam em voltar a juntar-se, mas foi apenas um sonho. Tom Fogerty morreu em 1990, e o grupo ficou sem hipótese de se voltar a reunir. Em 1984, John Fogerty, na sua caminhada solitária, tinha lançado o seu álbum, Centerfield.

Quando, no início da sua marcha para uma curta glória, com marca universal, em 1968, John dizia que queria fazer gravações que tocassem na rádio, pelo menos, durante 10 anos. Três décadas mais tarde as canções de Creedence, incluindo Proud Mary, Born on the Bayou, Bad Moon Rising, and  Green River são um núcleo dos clássicos do rock and roll!

Sob a tutela de Fogerty, Creedence Clearwater Revival, definiu o espírito e o som do rock and roll, tão autêntico como nenhum grupo americano tinha feito.

Com a adição de John ao grupo, substituíram a etiqueta Blue Velvets por Golliwogs (Fantasmas), um grupo com sonoridade mais inglesa, tocavam em danças locais e em 1964 assinaram com a produtora Fantasy Records.

Como Golliwogs, gravaram sete discos sem êxito de audição pelo público em geral. Finalmente apareceu uma nova etiqueta Creedence Clearwater Revival, com John Fogerty agora firme no topo como guitarrista, cantor, escritor das canções e produtor, e relançou-se com a clássica “Suzie Q.
Desde então, os hits chegaram e a banda lançou seis álbuns de poderosas e belas raízes orientadas para o rock and roll entre 1968 e 1970.

Creedence Clearwater Revival;
Bayou Country;
Green River;
Willie and the Poorboys;
Cosmo’s Factory e,
Pendulum.

Dez dos singles de Creedence quebraram o Top Ten durante 1968-71. Embora o grupo não fosse abertamente político, algumas das suas canções  particularmente Fortunate Son e Who’ll Stop the Rain expressaram eloquentemente a resistência à contracultura para com a Guerra do Vietnam e simpatia para com aqueles que estavam lutando no que agora permanece como hinos daqueles tempos turbolentos.

O termo raízes do Rock ainda não tinha sido inventado quando apareceram os Creedence, mas, de uma forma real, eles definiram-no acarretando a inspiração de Little Richard, Hank Williams, Elvis Presley, Chuck Berry e os artistas do soul em Motown e Stax.
Assim, os Creedence Clearwater Revival tornaram-se, nos porta-estandartes e os primeiros celebrantes da guarda territorial da música de rock americana.

On the Road

BAD MOON RISING (J.C. Fogerty)

I see the bad moon arising.
I see trouble on the way.
I see earthquakes and lightnin'.
I see bad times today.

CHORUS:
Don't go around tonight,
Well, it's bound to take your life,
There's a bad moon on the rise.

I hear hurricanes ablowing.
I know the end is coming soon.
I fear rivers over flowing.
I hear the voice of rage and ruin.

CHORUS
All right!

Hope you got your things together.
Hope you are quite prepared to die.
Looks like we're in for nasty weather.
One eye is taken for an eye.

CHORUS
CHORUS

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A Minha Homenagem aos Four Tops

 Ventor 08-10-2008

Eles eram grandes!

Eram mesmo grandes!

Mas tudo acaba, e os Four Tops, como todos os grandes, já acabaram também! 

Por isso, eu quero deixar aqui a minha homenagem a estes quatro cavaleiros de um outro Apocalipse. O Apocalipse da alegria que nos foi proporcionada pela sua música.

Em 1967, tanto quanto me recordo, ouvi esta música pela primeira vez. Tinha vindo da Base Aérea 2, da Ota, num fim de semana e lembro-me de, em Lisboa, numa casa de gente amiga, ouvir esta música. Parei junto do rádio e fiquei ali especado até ao fim  a ouvi-los. Eu não percebia nada de inglês, mas sabia o rudimentar do liceu e fixei o «Reach out, I'll be there». Alguém disse: "se gostas tanto, vou comprar este disco para ouvires até te fartares"! Mas não. Eu nunca me fartei! Hoje, continuo a ouvi-la, com a mesma vontade de então!

Esta bela música foi meu lema durante muitos anos e deu-me a vontade suficiente para continuar as caminhadas de outrora. «Reach out, I'll be there» aprendi eu a dizer. Mais tarde aprendi o mesmo lema com a Sylvie Vartan: «J'Atendrai".

Com a morte de Levi Stubbs, fica apenas um sobrevivente do grupo: Abdul "Duque" Fakir. Mas as suas músicas continuarão connosco, enquanto eles "Lá" esperarem por nós.

Os Four Tops, mantiveram-se como grupo durante 43 anos, o que, em termos de grupos musicais, será quase uma eternidade.

Eles começaram a cantar, em 1953, como Four Aims, mas mais tarde mudaram o nome para Four Tops, para não serem confundidos com os Ames Brothers.

Se a minha memória não me deixa mal, acho que o grupo terminou em 1996, mas a sua música tem continuado connosco e, pelos vistos, vai continuar.

Ouçam os Four Top.


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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Olá, Amália

  Ventor 06.10.2008

Disseste-nos adeus e morreste, mas nós não te esquecemos e, por isso, ficas aqui para te ir ouvindo sempre que posso e quem mais quiser.

Tu foste grande Amália

Ainda hoje ouço aquele apelo daqueles que sonhavam com a liberdade: "Amália anda, não fiques à varanda".

E, não esqueço o teu sorriso! Tu estavas connosco!

Tu continuas connosco!

São 9 anos de saudade!

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

The Sun Ain't Gonna Shine Anymore

   Ventor 24.09.2008

The Sun Ain't Gonna Shine Anymore

The Walker Brothers

Quado ouço esta música, fico com a sensação que o título desta canção se tornará uma realidade, mais próximo do que o imaginado.

Mas, também, relativamente ao mesmo título e sem saber o que terá levado o autor da canção e os Walker Brothers a utilizá-lo, fazendo e cantando esta música, acho que há outro relacionamento com uma certa lógica.

Como eles partiram dos Estados Unidos para a Inglaterra, à procura de outros ares para se imporem como artistas da música, será que, ao esbarrarem com os nevoeiros ingleses, pensaram que não voltariam a ver o seu sol, o meu amigo Apolo?

Isto é apenas um comentário!


Se perdemos o sorriso do meu amigo Apolo, estaremos feitos

Porém, eu acho que foi uma troca perfeita para concretizarem esta música que procuro, em disco CD, para a minha colecção.

Por isso, acho que ela é perfeita para ocupar um pedacinho do espaço da minha Rádio.

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sexta-feira, 2 de março de 2007

Rádio Hoje

 Ventor 02.03.2007

Vamos rolando como o Bob Seger

Hoje, como não podia deixar de ser, tinha de falar de rádio aqui na Rádio Ventor.

Eu também tenho a minha história da rádio!

Há muitos anos descobri uma rádio! Chamava-se Rádio Renascença. Hoje eu não sei se existe a Rádio Renascença! O programa que eu aprendi a ouvir, chamava-se a «Vigésima Terceira Hora». Com o tempo, perdi-me da Rádio Renascença e ouvia um pouco de tudo qualquer que fosse a rádio, sempre que se proporcionava.

Mais tarde, voltei a redescobrir a Rádio Renascença. Levantava-me muito cedo, punha-me actualizado com as notícias enquanto tomava duche ou prolongados banhos de imersão e entretinha-me com o «Bom Dia», a «Bola Branca», etç.,

Por fim achei aquela gente demasiado "tradicionalista" e, porque se dedicavam às touradas, não serviam para meus companheiros de caminhada e, até dei comigo a pensar que me esqueci que existiam!

Tudo isto porque dediquei os meus tempos de audição, às músicas. Em casa ou no carro, ligava sempre o rádio à nova Rádio Nostalgia quando estes apareceram até desaparecerem nas calendas das rádios.

A Rádio Nostalgia oferecia-me música! Muita música e nada de baboseiras. Como sabem, a Rádio Nostalgia desapareceu. Foi transformada em Rádio Clube Português e com isso, chegou o momento de eu dar com a "porta" em todas as rádios que então existiam, mas a Rádio Clube Português, no princípio, manteve-se nas peugadas da Rádio Nostalgia e, por, mais algum tempo, manteve-me «ligado»!

Desde há algum tempo que afastei a Rádio Clube Português dos meus ouvidos, pois para ouvir baboseiras já haviam rádios que chegassem. Agora, comigo, safam-se os CD's e, claro, a minha rádio - a Rádio Ventor. No conjunto das duas rádios, Rádio Ventor e Rádio Quico, tenho cerca de 450 músicas que me animam durante o tempo que estou, por aqui, no computador e para complementar, sempre que me apetece variar, tenho a minha catrefa de CD's, alguns dos quais no Windows Media Player e outros vão entrando e saindo da ranhurinha!

O meu negócio é ouvir música, não é ouvir "paleio rançoso". Para isso estou cá eu!

Assim, em vez de estar sentado no meu carro a ouvir a Rádio Clube Português, mais uma a encher-me a mona de coisas que não sabem a nada, ouço os meus CD's e gatafunho algo que me recorde que a vida continua e que me faz saber que eu estou do lado de cá porque há muita gente do lado de lá.

Gosto de músicas velhas como eu! Músicas que viram passar o tempo e sabem que o tempo não as esqueceu. Elas estão sempre actuais, porque são as músicas que animaram os primórdios da minha vida. Tentei sempre viver nas alegrias e tristezas com as minhas músicas. Elas não me causam tédio, não me aborrecem, apenas me satisfazem. Por isso este post na velha Rádio Ventor. Neste momento continuo com o Bob Seger.

Roll me Away!!

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