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Pilantras - o Ticas Esta era a figura que o Pilantras fazia quando vivíamos na Amadora. Entre eu e ele estava uma porta. Eu ouvia música, se...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Os Malmequeres

  Ventor 06.06.2011

Acompanhem, à luz de Apolo, permitida por ele e pelo Senhor da Esfera, a beleza dos malmequeres que a Prima Vera recebeu do mano Inverno.

 

 

A beleza dos malmequeres, existe também na música

Tenho caminhado por entre os tais malmequeres mentirosos e confirmei uma certeza que já tinha.

Os malmequeres podem mentir-nos sempre que lhes apetece quando lhes arrancamos as pétalas, mas não metem quando nos olham, quando são eles a nos observarem.

Eles imitam, muito bem, a redonda face, longínqua, do meu amigo Apolo, quando sorriem com aquele ciclo amarelo no centro e esticam as suas pétalas brancas à procura do infinito.


 
Acompanhei, nas minhas caminhadas, o nascer e o crescer destes malmequeres
 

Caminhando entre eles, acompanhado por aquelas revoadas emanadas da energia partilhada por um dos meus companheiros de caminhadas, Eolo, eles sempre vão dançando o vira e revira de um vira tão eufórico como a beleza natural que me apresentam.

Mas também são chatos! Fundamentalmente, quando nesse vira-revira, se juntam numa luta colectiva contra a minha já tão dessiminada grande fama de paparasi reconhecida por todas as flores de vales e cabeços às margens do Tejo.


 
Eles fazem, certamente, as n ossas caminhadas muito mais belas

Imaginem as teimosias do Ventor e dos malmequeres, quando o meu amigo Eolo se pretende divertir connosco. Só vendo! E calculem os shows que eu e os malmequeres já temos dado com essas teimosias. Coelhos e perdizes, pássaros e escaravelhos, minhocas e gafanhotos, ... humanos e tantos outros, se divertem connosco. E imaginem que nunca tenho a tentaçãso de disputar o jogo do "bem me quer", "mal me quer", com as suas pétalas.

Pensei escrever aqui algo sobre esta linda flor, mas desisti, tal a complexidade botânica, emaranhada em géneros e espécies sem fim, levou-me a pensar, por que motivo tornar tão complexo uma flor tâo simples e tão bonita e, ... ainda por cima, nos quer bem!

 

Mas, os malmequeres, são de uma grande imensidão, de cores, de formas e até de espécies - milhares! Mas eu só chamo malmequeres a estas duas formas, desde que nasci. Todos os outros pertencem à outra grande imensidão, bem maior - as flores.
 

Fiquem só com os malmequeres. Esqueçam os milhares de espécies, de géneros, de ....

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Kanimambo

   Ventor 22.04.2011

Vou deixar aqui, a minha homenagem a um homem - João Maria Tudela - que faleceu hoje, vítima de AVC, no Hospital de Cascais.

Que melhor forma haveria de o fazer, que começar e acabar nestes curto espaço, com esta bela palavra daquela terra de sonhos a que os homens, um dia, deram o nome de Moçambique!

Kanimambo, João Maria Tudela.

Deixo aqui a música que te imortalizou.

Kanimaaaaaamboooooo!



Coloco este vídeo porque ele consegue transportar-nos à velha cidade de Lourenço Marques, a Princesa do Indico ou, como também se dizia, então, a cidade das acácias e, vim a saber depois, a cidade de João Maria Tudela, onde  nasceu, em 1929

Ouvir João Maria Tudela, é levar-nos a passear pela Baía do Espírito Santo, onde, à chegada, no dia 25 de Janeiro de 1968, nos foi pedido para chegarmos, o máximo de homens (éramos cerca de 1.800), à parte direita da proa do navio Niassa, para ajudarmos os rebocadores a sacá-lo às areias que, transportadas do oceano Indico, para dentro da baía, por uma terrível tempestade que ali se chama monção, o prenderam ao fundo.

Cá para mim, foi o meu amigo Neptuno que achou que devia fazer uma patifaria ao Ventor que tinha caminhado, durante 21 dias, no mais pacífico dos mares, desde Lisboa até à cidade das acácias, no Índico.

Ainda hoje tenho nos meus ouvidos o roçar do casco do Niassa, aprisionado no fundo da Baía do Espírito Santo, tal como sempre tenho nos ouvidos, esta bela canção do João Maria Tudela.

Que o Senhor da Esfera te proporcione um descanso em paz, João Maria Tudela.

Kanimambo.

Kanimaaaaaamboooooooo .... 

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

sexta-feira, 11 de março de 2011

Foi uma Festa

  Ventor 11.03.2011

No sábado passado, fomos a uma festa!

 



A alegria da Maria, sonhando com o seu talento

A Maria, ofereceu, para familiares e amigos, no Conservatório da Música, em Carnide, uma "audição de piano" e tocou para nós, Grandfathers Clock. Talvez pensando que iríamos ter de mudar a hora e o Grandfathers Clock teria de conviver com o "martírio" da mudança de uma para trás, uma para a frente, durante o ano.

Não tardará muito, se ela se dedicar ao piano, assistiremos a uma bela sonata de Beethoven, tocada pela Maria, lá para os lados do Danúbio. Viena irá parar para ouvir e os cisnes do Danúbio, muito depois do grande tema, ainda estarão a dançar o seu Danúbio Azul para o Ventor os ver. Quem sabe se, das azinhagas de Carnide, a Maria não será catapultada para os grandes salões de Viena, de Innsbruk, de Paris, de Londres, de New York, de ...




Aqui, sentada frente ao grande piano, ela está concentrada no sua audição e no Grandfathers Clock 

Por agora, ficamos-nos pelas azinhagas de Carnide, aquele típico bairro lisboeta que ainda nos mostra cambiantes dos dois últimos séculos e mais mas, recordou-nos que os sons saídos dos dedos da Maria ainda podem ir bem longe!

Temos, no entanto, a certeza, que os dedinhos da Maria nas teclas do grande piano do Conservatório de Música nos informava que a vida continua na roda do tempo, sempre em mudança, com relógio ou sem relógio e, até o João sabe que é assim pois já tem relógio e para que a mudança não pare, nos diz, com toda a segurança, que já lhe podemos perguntar as horas, não vá o diabo tecê-las!




Agora, depois da audição, agora já sós, apenas o Ventor e a Maria, o Ventor concentrou-se nas fotos e a Maria numa representação exclusiva para o Ventor. Mas, agora, com o ursinho ao colo, não largando a sua mascote 


Agora que temos uma princesa do piano, ela irá preencher uma bela página desta Rádio galáctica, a Rádio Ventor e, com o tempo, com piano ou sem piano, a Maria terá oportunidade, se tiver vontade, de nos levar a ver os seus futuros saraus.

Pequena Ópera, Bastien e Bastienne de Mozart

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

For my Sentimental Friend

  Ventor 11.02.2011

Há pouco mais de 40 anos, era assim, no Norte de Moçambique ...

My Sentimental Song for my Sentimental Friend ...

Levantava-me cedo da minha caminha, no posto de Rádio, ia ao duche, na porta mais ou menos, em frente e regressava ao Posto de Rádio do AM 61 (Aeródromo de Manobras 61), pela porta de onde tinha saído, então, na velha cidade de Vila Cabral, no Distrito do Niassa, ligava os emissores e ... cá para os meus botões, Bom Dia Moçambique!

"Bom Dia Piroga" ... e o Comando Avançado respondia ... «Bom Dia Águia»!

Isto, nos tempos em que a águia voava alto sobre as Montanhas do Maniamba ....

Logo de seguida, emissores ligados e, nos velhos Hummarlunds, entre outras vozes, recordo estas ...

Com as vozes dos Herman's Hermits - My Sentimental Song for my Sentimental Friend

Hoje, para todos aqueles que se recordam, refiro-me à malta das Telecomunicações (malta OPC) .... Para todos os OPC's e para todos os homens da FAP, de então, e porque não de hoje também, ... Bom dia, boa tarde, boa noite, ... Malta! Para todos um abraço, agora, através da Rádio Ventor.

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domingo, 10 de outubro de 2010

Imagine!

  Ventor 10.10.2010

Imagine como teriam sido mais 30 anos com a companhia de John Lennnon!

Eu imagino!

Imagino como continuaríamos com o inferno por baixo e o céu por cima! Imagino que nada teria mudado, mas imagino, também, que a nossa riqueza musical seria bem maior.

Mas, imaginemos que, com tudo isto e, apesar de tudo, John Lennon, continua entre nós, caminhando, connosco, entre as flores.

  
Uma florzinha da serra de Soajo para John Lennon


Deixo, aqui, uma florzinha das minhas Montanhas Lindas, para John Lennon. Acredito que ele continua a cantar as suas belas canções, entre as flores.

Imaginem.

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