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As minhas músicas

Pilantras - o Ticas Esta era a figura que o Pilantras fazia quando vivíamos na Amadora. Entre eu e ele estava uma porta. Eu ouvia música, se...

domingo, 4 de março de 2012

A Maria e o Piano

  Ventor 04.03.2012


E se m dia a Maria nos apresentasse uma bela balada

Ontem, fui a mais uma "PIANADA DA MARIA".

Tocou o seu sarau, a solo e a 4 mãos com o seu professor: "The Surprise Simphony Theme the Haydn, o "Balão do João"!

Foi uma boa caminhada!

Primeiro, a Maria, a solo:

 


A Maria pode vir a ser uma boa pianista e, um dia, levar o Ventor, numa noite de inverno, tapado com um cobertor eléctrico, ouvir alguns dos seus saraus. Quem sabe?
 
Depois, a Maria, a quatro mãos, com o seu professor:

 

Eles aí estão, mexendo nas teclas com o àvontade de Haydn 
 
Depois disto, e da maria terminar a sua aula, de seguida, lá fomos nós aos "nacos"!
A Maria, a meu lado, á minha esquerda, entreteve-se a tratar do seu naco. Vejam só isto! Tratar do naco na pedra não é fácil! E ainda, por cima, com as mãos e dedos de pianista. Por isso eu virei-me para os "secretos do porco preto alentejano, grelhados", também uma maravilha do Paço, que não precisa de intervenção! 

 
Vejam como a Maria sabe tratar do seu Naco!
 
Aposto que, tudo isto, faria inveja ao Haydn e até o balão do João, se fosse uma coisa viva, rebentaria de inveja! Mas a Maria ainda não liga a essas coisas! Piano e naco, são maravilhas, a não perder.
O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Caminhadas ao lado da Música

  Ventor 23.01.2012

 
 Maria - a nova Euterpe do Ventor

Ontem, dia 22 de Janeiro de 2012, tivemos um convite para assistir ao Concerto do Ano Novo, na Basílica da Estrela, no qual participava a Maria a nossa princesa que julga ter alguma vocação para a Música, participando em aulas de piano e canto.

Este foi o 3º Concerto que participei nas eufurias da Maria, na sua caminhada e nossa, ao lado da Música. O primeiro no Concervatório de Música de Lisboa, o segundo no Palácio Foz, nos Restauradores e agora, na belíssima Basílica da Estrela, em Lisboa.


Deixo aqui um vídeo do Youtube que dará uma visão da Basílica da Estrela

Nessa caminhada musical, ontem recordei, ao atravessar o Jardins da Estrela, o meu primeiro amigo, em Lisboa. Um Melro! Caminhei pelo Jardim da Estrela cinco dias, os mesmos que morei na Av. Infante Santo, com um amigo de Paradela e a sua esposa que nunca mais vi. Depois desses cinco dias abandonei Lisboa, rumo a Almada, onde tive a guarida do meu amigo Joaquim da Chica que o Senhor da Esfera já tem à Sua guarda. Então, de Lisboa, levava as saudades desse amigo Melro que, quando nos encontramos no velho Jardim da Estrela, me levou a acreditar que, o mundo, pelo menos para mim e para o melro, seria igual em todo o lado.


É uma beleza a Basílica da Estrela, no seu interior

Ontem, não vi o meu amigo mas vi, certamente descendentes seus! Reparei também naquele cafezito que continua no mesmo local e matei saudades por ser o local onde bebi a primeira bica da minha vida, então com 15 anos e dois meses menos dois dias. Nesses cinco dias, o café do Jardim da Estrela era o meu local de descanso, pois então, nesses cinco dias eu palmilhava as minhas primeiras caminhadas, longe dos meus montes, longe das minhas Montanhas Lindas.

Ainda hoje recordo muitas das ruas de Lisboa das minhas caminhadas desses primeiros dias e, recordo-me também da cúpula da Basílica da Estrela, então a minha estrela polar, ou se quiserem, a minha bússola, nas minhas caminhadas lisboetas. Quando via a cúpula da Basílica da Estrela, tomava o seu rumo e dentro de algum tempo, estaria na casa onde dormia.

Ontem, mais uma vez, observei esse velho marco dos primórdios da minha vida. Não tenho a certeza mas, creio que, nunca, em tantos anos, tinha entrado dentro daquela bela basílica. Passei tantas vezes àquela porta que quase não acredito que lá não tenha entrado. No entanto, parece-me ser essa a verdade.


Basílica da Estrela vista do seu exterior

A Basílica da Estrela, foi mandada construir pela Rainha D. Maria I. A sua construção iniciou-se em 1779 e terminou em 1790 de estilo barroco final e neoclássico novo, uma mistura e, segundo os sabidos, será a primeira igreja que foi consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, em todo mundo. No seu interior podemos observar mármores multicolores de de cores cinzas, amarelos e rosas e pinturas do romano Pompeo Batoni.

Por isso, podemos dizer que a Basílica da Estrela para além de uma grande igreja, podemos considerá-la um grande monumento de Portugal.

Foi devido a mais este concerto em que participou a Maria, posso dizer que foi pela sua mão que eu entrei nesta bela "maison" do Senhor da Esfera, em Lisboa e acredito que, em beleza, não ficará a dever nada às melhores

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

sábado, 17 de dezembro de 2011

Saudade

  Ventor 17.12.2011

Saudade é a palavra! Saudade é a canção! Saudade já é, cada vez mais, Cesária Évora.



Cesária Évora, foto da autoria de Bremond, retirada da Wikipédia, sob licença Creative Commons paternitat 3.0 unported
 
Uma companheira das caminhadas musicais de todos os cabo-verdianos representados, tal como nós, numa saga a que damos o nome de Diáspora, do Ventor e de muita gente, por esse mundo fora que souberam escutar esta mulher que partiu de Cabo-Verde para correr mundos e, muito especialmente, o seu mundo de Luz, na bela cidade de Paris.
 
Ouçamos Cesária Évora a cantar a suas saudade.
 

Cesária Évora na sua Saudade, ou melhor, "Sodade"

Que Cesária Évora esteja junto ao Senhor da Esfera cantando para nós a sua SODADE!

Recordo-me bem de como os meus colegas cabo-verdianos trauteavam tão bem, esta palavra, primeiro na Força Aérea e, posteriormente, na vida civil. Acredito que ela será usada com mais afinco, nos próximos tempos. SODADE!

O Ventor gosta de música e de instrumentos musicais e, entre eles, um dos mais apreciados é a gaita galega, como dizíamos em Adrão, 50 anos atrás

sábado, 26 de novembro de 2011

Fado - Canção Portuguesa

  Ventor 26.11.2011

A RTP e o Ventor, estamos com o fado, durante o tempo que resta neste mês de Novembro

O fado da vida, da nossa vida, é tocado e cantado no mundo inteiro!

Esta noite, provavelmente, será cantado, em Bali, na Indonésia e, levado por consenso ou por votação, a Património Imaterial da Humanidade. Lá pelas 04:00h da manhã, em Portugal, o fado poderá enriquecer o Património Imaterial da Humanidade, documentalmente, porque, na prática, já o enriqueceu há muitos anos, lembrando-nos que a história do fado nos recorda que ele já existe desde meados do séc-XIX.  

Deixo-vos aqui o fado, Maria Lisboa, da Amália Rodrigues. Dedico-o a todas as Marias e, especialmente, a uma amiga, ex-colega de trabalho, a Drª Maria Lisboa que, se um dia tropeçar neste meu Blog, verá que, os anos não matam, enquanto o nosso amigo Apolo nos iluminar



O Fado - painel do fado, por José Malhoa
 
Que melhor imagem para nos dar uma ideia clara do fado, que este painel de Malhoa?
Eu sempre achei este painel uma beleza. Ele representa uma tasca viva, onde se canta o fado, se vive e se chora a vida.
 
 

 
Amália, Arte de Rua em Lisboa, foto tirada da Wikipédia de autoria de Môsieur J.
 
Depois, esta foto que alguém retirou com a sua câmara de uma rua de Lisboa e faz com que eu a encare como o expoente máximo da chamada Arte da Rua. A figura da Amália Rodrigues, espreitada por mãos que viam! Para mim e por ser do meu tempo, o expoente máximo do fado, sem tirar o valor a outros que tão bem o cantam. 
 


Uma estátua, na frente ribeirinha de Belém, virada para o rio Tejo, representando Amália Rodrigues numa guitarra rasgada

Esta guitarra que representa a Amália e o fado, a nossa canção nacional, olhando o Tejo e, homenageando Amália e, para mim, também, homenageando todos aqueles que, através dos tempos, partiram, cantando o fado da sua vida e, quantas vezes, sem regresso. 

 
A guitarra portuguesa, uma foto wiki, que dizem resultar do cistre europeu renascentista

 

 
A nossa noite de fado no Clube Desportivo de Barcarena . Na parede, pendurados, belos motivos do fado: a guitarra e o chaile
 
Eu, como já tenho dito por aqui, já fui anti-fado mas, apenas, nos tempos em que, no meu sangue, ainda corriam os vírus do vira, da cana verde, da chula, do "S" de Soajo, ... os tempos em que eu parava o fado para transmitir esse vírus às máquinas dos discos, nas tascas da Mouraria.
 
Concluindo, a minha vida também foi tocada pelo fado! Por isso, tal como qualquer lisboeta, ... tal como qualquer português, espero que o fado venha a ser reconhecido, como Património Imaterial da Humanidade. Afinal, os portugueses foram os pioneiros da globalização e também na música! Ainda hoje, segundo o que vão observando, mundo fora, o fado se canta em qualquer lado onde haja um português e, como sabemos, há portugueses no mundo inteiro, o que nos leva a acreditar que, votado ou por consenso, o fado será Património Mundial! Pelo menos, assim o espero.
 
 
Uma foto wiki, da autoria de trialsanderrors - Toni Frissell, Fado singer in Portuguese night club, Lisbon, 1946
 
No ano em que eu nasci, era assim a vida numa taberna de Lisboa. Hoje, as tabernas são as cores mas, a vida do fado continua a mesma! Cantar, beber e chorar!
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sábado, 1 de outubro de 2011

Dia Mundial da Música

   Ventor 01.10.2011

Hoje é mais um Dia Mundial da Música.

Por isso, a Rádio Ventor, não devia deixar passar esta data sem deixar aqui, a minha homenagem a todos os músicos deste mundo e do outro. Todas as músicas podem, muito bem, servir para homenagear este dia.

Mas não! Não vou escolher o Vira do Minho, nem a Chula, nem a Canaverde, nem o fado, nem ....

Hoje vou escolher uma música que muita gente de Adrão, se calhar, ainda nem ouviu!

Estive, agora mesmo, frente à televisão, porque fui chamado, a observar o Vitorino e os seus burros. Normalmente, falando do Vitorino, é falar de música mas, para mim, a partir deste momento, ficarei a sentir-me melhor quando ouvir falar do Vitorino e da sua música pois acabarão por entrar, nos meus ouvidos, também os burros do Vitorino. Ele bem tentou fazer para ouvirmos a música de algum dos seus burros mas não! Eles hoje não estavam predispostos para a música. Dizem que isto foi uma invenção dos homens portanto, hoje, a música não é com eles, os burros.

A mim, só me resta agradecer ao Vitorino pela sua voluntariedade em cuidar desses amiguinhos. Ele diz que não que, os burros, já não correm perigo de extinção, pelo menos, em Portugal. Diz que já há bastantes. Infelizmente há, mas não são burros como os teus Vitorino! Há muitos burros mas não são dos que nos interessam!

Estive quase a fazer como os burros do Vitorino! Desistir da Música mas, há muita gente a colaborar para que a vida não nos custe tanto. Brindam-nos com músicas bonitas e homenageando uma música, tentarei homenagear todas as músicas que me têm tornado o meu mundo mais bonito.

Eu sei que há muitas e para todos os gostos. E como me predispus a só escolher uma, cá vai ela!

Katyusha - uma bela canção que em tempos correu mundo nos instrumentos e vozes do Red Army

Que mais podemos querer que uma bela música como Katyusha a dizer-nos que o mundo é belo? E que melhores sons para nos falar das belezas das músicas? A katyusha, hoje, ganhou à Kalinka para ocupar o meu post. Mas, como eu não sou mauzinho, deixo-vos a Kalinka também, para os que a preferirem. Duas belas russas de outros tempos, que caminharam nas grandes planícies da Europa, penduradas nos bigodes dos Kossacos e dos Coros do Red Army ou se preferirem, de l' Armée Rouge.

Estas músicas fazem parte da Globalização. Recordo-me de um movimento de gente de bem que, nos anos 60, fizeram um pedido directamente a Salazar para que fosse autorizado a que o Exército Vermelho viesse a Portugal cantar para os portugueses. Foram autorizados a vir a Braga, onde actuaram no Teatro do Circo, apenas 45 representantes do Exército Vermelho e não os cerca de 600 que faziam parte dessa arma terrível que conquistava corações - as músicas russas ou, se preferirem, as músicas soviéticas de então.

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