Ventor 04.03.2012
Tocou o seu sarau, a solo e a 4 mãos com o seu professor: "The Surprise Simphony Theme the Haydn, o "Balão do João"!
Foi uma boa caminhada!
Primeiro, a Maria, a solo:
Pilantras - o Ticas Esta era a figura que o Pilantras fazia quando vivíamos na Amadora. Entre eu e ele estava uma porta. Eu ouvia música, se...
Ventor 04.03.2012
Tocou o seu sarau, a solo e a 4 mãos com o seu professor: "The Surprise Simphony Theme the Haydn, o "Balão do João"!
Foi uma boa caminhada!
Primeiro, a Maria, a solo:
Ventor 23.01.2012
Ontem, dia 22 de Janeiro de 2012, tivemos um convite para assistir ao Concerto do Ano Novo, na Basílica da Estrela, no qual participava a Maria a nossa princesa que julga ter alguma vocação para a Música, participando em aulas de piano e canto.
Este foi o 3º Concerto que participei nas eufurias da Maria, na sua caminhada e nossa, ao lado da Música. O primeiro no Concervatório de Música de Lisboa, o segundo no Palácio Foz, nos Restauradores e agora, na belíssima Basílica da Estrela, em Lisboa.
Deixo aqui um vídeo do Youtube que dará uma visão da Basílica da Estrela
Nessa caminhada musical, ontem recordei, ao atravessar o Jardins da Estrela, o meu primeiro amigo, em Lisboa. Um Melro! Caminhei pelo Jardim da Estrela cinco dias, os mesmos que morei na Av. Infante Santo, com um amigo de Paradela e a sua esposa que nunca mais vi. Depois desses cinco dias abandonei Lisboa, rumo a Almada, onde tive a guarida do meu amigo Joaquim da Chica que o Senhor da Esfera já tem à Sua guarda. Então, de Lisboa, levava as saudades desse amigo Melro que, quando nos encontramos no velho Jardim da Estrela, me levou a acreditar que, o mundo, pelo menos para mim e para o melro, seria igual em todo o lado.
É uma beleza a Basílica da Estrela, no seu interior
Ontem, não vi o meu amigo mas vi, certamente descendentes seus! Reparei também naquele cafezito que continua no mesmo local e matei saudades por ser o local onde bebi a primeira bica da minha vida, então com 15 anos e dois meses menos dois dias. Nesses cinco dias, o café do Jardim da Estrela era o meu local de descanso, pois então, nesses cinco dias eu palmilhava as minhas primeiras caminhadas, longe dos meus montes, longe das minhas Montanhas Lindas.
Ainda hoje recordo muitas das ruas de Lisboa das minhas caminhadas desses primeiros dias e, recordo-me também da cúpula da Basílica da Estrela, então a minha estrela polar, ou se quiserem, a minha bússola, nas minhas caminhadas lisboetas. Quando via a cúpula da Basílica da Estrela, tomava o seu rumo e dentro de algum tempo, estaria na casa onde dormia.
Ontem, mais uma vez, observei esse velho marco dos primórdios da minha vida. Não tenho a certeza mas, creio que, nunca, em tantos anos, tinha entrado dentro daquela bela basílica. Passei tantas vezes àquela porta que quase não acredito que lá não tenha entrado. No entanto, parece-me ser essa a verdade.
Basílica da Estrela vista do seu exterior
A Basílica da Estrela, foi mandada construir pela Rainha D. Maria I. A sua construção iniciou-se em 1779 e terminou em 1790 de estilo barroco final e neoclássico novo, uma mistura e, segundo os sabidos, será a primeira igreja que foi consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, em todo mundo. No seu interior podemos observar mármores multicolores de de cores cinzas, amarelos e rosas e pinturas do romano Pompeo Batoni.
Por isso, podemos dizer que a Basílica da Estrela para além de uma grande igreja, podemos considerá-la um grande monumento de Portugal.
Foi devido a mais este concerto em que participou a Maria, posso dizer que foi pela sua mão que eu entrei nesta bela "maison" do Senhor da Esfera, em Lisboa e acredito que, em beleza, não ficará a dever nada às melhores
Ventor 17.12.2011
Saudade é a palavra! Saudade é a canção! Saudade já é, cada vez mais, Cesária Évora.
Cesária Évora na sua Saudade, ou melhor, "Sodade"
Que Cesária Évora esteja junto ao Senhor da Esfera cantando para nós a sua SODADE!
Recordo-me bem de como os meus colegas cabo-verdianos trauteavam tão bem, esta palavra, primeiro na Força Aérea e, posteriormente, na vida civil. Acredito que ela será usada com mais afinco, nos próximos tempos. SODADE!
Ventor 26.11.2011
A RTP e o Ventor, estamos com o fado, durante o tempo que resta neste mês de Novembro
O fado da vida, da nossa vida, é tocado e cantado no mundo inteiro!
Esta noite, provavelmente, será cantado, em Bali, na Indonésia e, levado por consenso ou por votação, a Património Imaterial da Humanidade. Lá pelas 04:00h da manhã, em Portugal, o fado poderá enriquecer o Património Imaterial da Humanidade, documentalmente, porque, na prática, já o enriqueceu há muitos anos, lembrando-nos que a história do fado nos recorda que ele já existe desde meados do séc-XIX.
Deixo-vos aqui o fado, Maria Lisboa, da Amália Rodrigues. Dedico-o a todas as Marias e, especialmente, a uma amiga, ex-colega de trabalho, a Drª Maria Lisboa que, se um dia tropeçar neste meu Blog, verá que, os anos não matam, enquanto o nosso amigo Apolo nos iluminar
Uma estátua, na frente ribeirinha de Belém, virada para o rio Tejo, representando Amália Rodrigues numa guitarra rasgada
Esta guitarra que representa a Amália e o fado, a nossa canção nacional, olhando o Tejo e, homenageando Amália e, para mim, também, homenageando todos aqueles que, através dos tempos, partiram, cantando o fado da sua vida e, quantas vezes, sem regresso.
Ventor 01.10.2011
Hoje é mais um Dia Mundial da Música.
Por isso, a Rádio Ventor, não devia deixar passar esta data sem deixar aqui, a minha homenagem a todos os músicos deste mundo e do outro. Todas as músicas podem, muito bem, servir para homenagear este dia.
Mas não! Não vou escolher o Vira do Minho, nem a Chula, nem a Canaverde, nem o fado, nem ....
Hoje vou escolher uma música que muita gente de Adrão, se calhar, ainda nem ouviu!
Estive, agora mesmo, frente à televisão, porque fui chamado, a observar o Vitorino e os seus burros. Normalmente, falando do Vitorino, é falar de música mas, para mim, a partir deste momento, ficarei a sentir-me melhor quando ouvir falar do Vitorino e da sua música pois acabarão por entrar, nos meus ouvidos, também os burros do Vitorino. Ele bem tentou fazer para ouvirmos a música de algum dos seus burros mas não! Eles hoje não estavam predispostos para a música. Dizem que isto foi uma invenção dos homens portanto, hoje, a música não é com eles, os burros.
A mim, só me resta agradecer ao Vitorino pela sua voluntariedade em cuidar desses amiguinhos. Ele diz que não que, os burros, já não correm perigo de extinção, pelo menos, em Portugal. Diz que já há bastantes. Infelizmente há, mas não são burros como os teus Vitorino! Há muitos burros mas não são dos que nos interessam!
Estive quase a fazer como os burros do Vitorino! Desistir da Música mas, há muita gente a colaborar para que a vida não nos custe tanto. Brindam-nos com músicas bonitas e homenageando uma música, tentarei homenagear todas as músicas que me têm tornado o meu mundo mais bonito.
Eu sei que há muitas e para todos os gostos. E como me predispus a só escolher uma, cá vai ela!
Katyusha - uma bela canção que em tempos correu mundo nos instrumentos e vozes do Red Army
Que mais podemos querer que uma bela música como Katyusha a dizer-nos que o mundo é belo? E que melhores sons para nos falar das belezas das músicas? A katyusha, hoje, ganhou à Kalinka para ocupar o meu post. Mas, como eu não sou mauzinho, deixo-vos a Kalinka também, para os que a preferirem. Duas belas russas de outros tempos, que caminharam nas grandes planícies da Europa, penduradas nos bigodes dos Kossacos e dos Coros do Red Army ou se preferirem, de l' Armée Rouge.
Estas músicas fazem parte da Globalização. Recordo-me de um movimento de gente de bem que, nos anos 60, fizeram um pedido directamente a Salazar para que fosse autorizado a que o Exército Vermelho viesse a Portugal cantar para os portugueses. Foram autorizados a vir a Braga, onde actuaram no Teatro do Circo, apenas 45 representantes do Exército Vermelho e não os cerca de 600 que faziam parte dessa arma terrível que conquistava corações - as músicas russas ou, se preferirem, as músicas soviéticas de então.